O projeto de
levar fibra ótica ao estado do Amapá deverá avançar até o fim deste ano.
A meta é interligar os municípios de Oiapoque (AP) e São Jorge, na
fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. A conexão tem como prazo
final o dia 31 de dezembro, limite que foi definido durante a VI Reunião
Mista de Cooperação Transfronteiriça Brasil-França. O encontro ocorreu
no início deste mês em Caiena, capital da Guiana Francesa.
O objetivo
principal da ação conjunta entre Brasil e França é fazer a interligação
da rota Caiena - São Jorge - Oiapoque – Calçoene – Macapá. Caiena e São
Jorge estão na Guiana Francesa e os outros três municípios pertencem ao
estado do Amapá. O trecho entre Calçoene e Macapá já conta com cabo
óptico pela rede da Eletronorte.
Segundo o
assessor da Secretaria de Telecomunicações, Jovino Francisco Filho, que
representou o Ministério das Comunicações no encontro, representantes
dos dois países vão analisar as tecnologias disponíveis —fibra ótica,
rádio ou fibra via cabo OPGW (pela rede elétrica de alta tensão) — e
propor a melhor alternativa para levar a conexão em banda larga aos dois
municípios, que são divididos pelo rio Oiapoque.
O próximo encontro da comissão mista será realizado na segunda semana de outubro, em Brasília.
Projeto vai expandir banda larga e reforçar rota Brasil-Guiana
A iniciativa é
considerada vantajosa para os dois países. De um lado, pertimirá que o
Brasil estenda o acesso em banda larga às localidades de Oiapoque,
Calçoene, Amapá, Tartarugalzinho e outras situadas no eixo Oiapoque –
Macapá. De outro, vai tornar viável, para a Guiana, a extensão de fibra
óptica de Caiena até Oiapoque e a sua ligação ao Brasil.
Segundo Jovino
Filho, já existe um projeto que interligará Macapá à malha do backbone
nacional de fibra ótica a partir de Tucuruí (PA). A obra está em
andamento e tem previsão de ser concluída até 2014.
A fibra ótica,
utilizada como base de diversos serviços de telecomunicações, permite
que a transmissão de sons, imagens e, sobretudo, dados seja realizada de
forma mais eficiente, rápida e sem interferências. Além disso,
apresenta maior capacidade de banda e melhor relação custo-benefício. De
acordo com Jovino, atualmente a conexão no Amapá é feita por satélite.
Fonte: Site Plano Brasil Sem Miséria
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