São projetos como o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu
que farão com que as próximas gerações entendam que é possível crescer,
se desenvolver e gerar riquezas e inclusão social sem destruir o meio
ambiente, afirmou o presidente Lula durante o lançamento do programa
nesta quinta-feira (14/10) em Belém (PA).
Quando a gente fala em desenvolvimento sustentável, alguns pensam que sustentabilidade é proibir a existência de atividade econômica, mas não é. Sustentabilidade é pensar em como utilizar o potencial que a natureza oferece para a gente tirar parte do sustento das pessoas, para fazer crescer a população.
O presidente reafirmou que, mais do que apenas correr atrás de quem explora madeira ilegalmente na região, é preciso dar oportunidades para que as comunidades locais tenham outras fontes de renda:
É terminantemente proibido fazer corte ilegal de madeira onde é proibido fazer corte ilegal de madeira. Mas o governo tem que trabalhar para que a gente possa financiar alternativas produtivas aos estados e para que a gente possa dar condições dignas para as pessoas que moram nessas regiões. Temos a obrigação de proibir, mas também de oferecer oportunidades para as pessoas sobreviverem dignamente, para que as pessoas possam viver de forma legal. Essa é a única chance de a gente conseguir ter sucesso na preservação da nossa querida Amazônia.
Lula lembrou aos presentes que o desmatamento em agosto foi o menor
em décadas e que, com isso, o governo cumpre o que foi prometido na
reunião sobre clima em Copenhague (a COP 15)
em termos de redução na destruição da floresta. “Nós podemos dizer que
entregamos o resultado prometido antes do prazo, porque nós fizemos o
dever de casa”, disse ele.
Ouça a íntegra do discurso do presidente:
O Plano de Desenvolvimento Regional
Sustentável (PDRS) do Xingu tem como objetivo promover o desenvolvimento
sustentável da região, com a união das políticas públicas dos três
níveis de governo, incentivando as atividades econômicas com ordenamento
territorial e fundiário e investimentos em infraestrutura. Algumas
ações estruturantes já foram definidas para o cumprimento do PDRS:
ordenamento territorial (Zoneamento Ecológico-Econômico do Oeste do Pará
– já concluído), regularização fundiária (Programa Terra Legal), gestão
ambiental (consolidação das unidades de conservação criadas entre 2006 e
2008 e licenciamento ambiental para assentamento do Incra na
Transamazônica), melhorias na infraestrutura energética (Usina
Hidrelétrica de Belo Monte e Linha de Transmissão Tucuruí – Belo Monte –
Macapá – Manaus), melhorias na infraestrutura de transportes
(pavimentação da rodovia BR-230), melhorias na infraestrutura social
(água e esgoto para a população de Altamira e Vitória de Xingu e
ampliação de atendimento aos outros oito municípios), direitos dos povos
indígenas (regularização de terras) e incentivo às atividades
produtivas sustentáveis.
A Região de Integração do Xingu compreende dez municípios do estado do Pará (Altamira, Anapu, Brasil
Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José
Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu) e possui uma extensão territorial
de 250,8 km². A população do Xingu é de 336.222 habitantes e sua
economia é baseada nas produções agrícola (cacau, milho, arroz, mandioca
e banana), pecuária (bovina, de corte e leiteira), pesqueira e
extrativista vegetal (castanha e açaí).
Fonte: Blog do Planalto
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