O último dia da Arena Socioambiental da Rio+20 reservou um debate acalorado entre os participantes: o do acesso sustentável à energia. Alguns temas polêmicos ganharam espaço, entre eles a construção da usina de Belo Monte, que ganhou repercussão no discurso do professor, engenheiro eletrônico e diretor técnico-científico da Tecnometrica, Sebastião de Amorim.
Para ele, o crescimento do Brasil está vinculado à implantação da usina de Belo Monte e há uma nítida associação entre Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e consumo per capita de energia elétrica. “Nenhum país com IDH superior a 0,85 tem consumo anual inferior a 5 mil quilowatts/hora por habitante”, destacou. O mais recente levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) indica que o IDH brasileiro está em 0,71.
Na mesma linha de Amorim foi o comentário do diretor da Secretaria do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Celso Knijinik. Conforme ele, um dos motores do crescimento do país está na energia. “Hoje, para crescer 5% ao ano, o Brasil precisa gerar 7 mil megawatts.” Na opinião do diretor, o padrão de consumo de energia no país ainda é baixo – 2,2 mil quilowatts por habitante/hora, enquanto nos países desenvolvidos esse índice é de 5 mil.
A carência de energia elétrica no continente africano foi o destaque no discurso da coordenadora internacional da Energia – Rede Internacional sobre Gênero e Sustentabilidade, a veterinária Sheila Oparaocha. Segundo ela, 2012 é o ano da energia sustentável.
A Organização das Nações Unidas (ONU) aproveitou para lançar seu programa de energia sustentável na Rio+20. “Ele é fundamental para resolver o problema de várias comunidades pobres da África onde se morre de contaminação por fumaça tóxica emitida pela queima da lenha”, disse Sheila. Essa contaminação, segundo ela, provoca doenças nos olhos e nos pulmões e, atualmente, mata mais que o vírus da Aids.
Ao final do painel, o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rossetto, levantou dois questionamentos sobre a importância da energia elétrica nos dias de hoje. Para ele, a população só fala no assunto quando há falta de luz em casa, quando ela é cara e não é acessível a todos. Rosseto lembrou que a implantação do programa Luz para Todos, do governo federal, levou energia elétrica para mais de 3 milhões de pessoas no país.
Um exemplo dessa ação foi apresentado durante o discurso do agricultor José Deval da Silva, morador de um assentamento na cidade goiana de Padre Bernardo, no entorno de Brasília, que foi beneficiado pelo programa. “O Luz para Todos reduziu o êxodo para a cidade e manteve o trabalhador rural no campo para produzir e gerar renda”, concluiu.
Polêmica em debate – Durante o debate que se seguiu às apresentações, a universalização do acesso à água foi colocada como urgência para que o recurso chegue às pessoas, minimizando os impactos no meio ambiente. Sebastião de Amorim defendeu que a água é um direito básico que deve servir a todos.
“Precisamos de mais propostas e debates com a sociedade, como estamos fazendo aqui neste espaço, para buscar alternativas e aliar investimentos em energia preocupados com o meio ambiente”, disse o professor, um dos idealizadores do vídeo ‘Tempestade em copo d’água’, produzido por alunos da Unicamp em resposta ao Movimento Gota d’Água, promovido por atores da Rede Globo em defesa do impedimento da construção da usina de Belo Monte.
“Falar que não é preciso investir em energia, aqui onde estamos, na grande cidade, no conforto do ar-condicionado e tomando banho quente não resolve o problema daqueles que vivem em pequenos povoados Brasil afora e que também têm direito a um pouco mais de conforto”, disse Amorim.
Manifestantes protestaram durante o debate, pedindo às autoridades parem Belo Monte. “A construção da usina traz grande preocupação ambiental. Temos que investir em energias renováveis, assim como em saúde, educação e transporte, mas tudo com responsabilidade e respeitando o meio ambiente”, disse Celso Knijnik.
Miguel Rossetto informou que a Petrobras e o governo brasileiro estão investindo em tecnologia para aliar cada vez mais sustentabilidade ao crescimento econômico. “Em 2020, teremos energia elétrica produzida de vento; hoje, já produzimos energia da cana-de-açúcar e casca de arroz. O governo federal busca estimular o crescimento e a melhoria de vida das pessoas respeitando o meio ambiente”, garantiu.
Para ele, o crescimento do Brasil está vinculado à implantação da usina de Belo Monte e há uma nítida associação entre Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e consumo per capita de energia elétrica. “Nenhum país com IDH superior a 0,85 tem consumo anual inferior a 5 mil quilowatts/hora por habitante”, destacou. O mais recente levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) indica que o IDH brasileiro está em 0,71.
Na mesma linha de Amorim foi o comentário do diretor da Secretaria do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Celso Knijinik. Conforme ele, um dos motores do crescimento do país está na energia. “Hoje, para crescer 5% ao ano, o Brasil precisa gerar 7 mil megawatts.” Na opinião do diretor, o padrão de consumo de energia no país ainda é baixo – 2,2 mil quilowatts por habitante/hora, enquanto nos países desenvolvidos esse índice é de 5 mil.
A carência de energia elétrica no continente africano foi o destaque no discurso da coordenadora internacional da Energia – Rede Internacional sobre Gênero e Sustentabilidade, a veterinária Sheila Oparaocha. Segundo ela, 2012 é o ano da energia sustentável.
A Organização das Nações Unidas (ONU) aproveitou para lançar seu programa de energia sustentável na Rio+20. “Ele é fundamental para resolver o problema de várias comunidades pobres da África onde se morre de contaminação por fumaça tóxica emitida pela queima da lenha”, disse Sheila. Essa contaminação, segundo ela, provoca doenças nos olhos e nos pulmões e, atualmente, mata mais que o vírus da Aids.
Ao final do painel, o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rossetto, levantou dois questionamentos sobre a importância da energia elétrica nos dias de hoje. Para ele, a população só fala no assunto quando há falta de luz em casa, quando ela é cara e não é acessível a todos. Rosseto lembrou que a implantação do programa Luz para Todos, do governo federal, levou energia elétrica para mais de 3 milhões de pessoas no país.
Um exemplo dessa ação foi apresentado durante o discurso do agricultor José Deval da Silva, morador de um assentamento na cidade goiana de Padre Bernardo, no entorno de Brasília, que foi beneficiado pelo programa. “O Luz para Todos reduziu o êxodo para a cidade e manteve o trabalhador rural no campo para produzir e gerar renda”, concluiu.
Polêmica em debate – Durante o debate que se seguiu às apresentações, a universalização do acesso à água foi colocada como urgência para que o recurso chegue às pessoas, minimizando os impactos no meio ambiente. Sebastião de Amorim defendeu que a água é um direito básico que deve servir a todos.
“Precisamos de mais propostas e debates com a sociedade, como estamos fazendo aqui neste espaço, para buscar alternativas e aliar investimentos em energia preocupados com o meio ambiente”, disse o professor, um dos idealizadores do vídeo ‘Tempestade em copo d’água’, produzido por alunos da Unicamp em resposta ao Movimento Gota d’Água, promovido por atores da Rede Globo em defesa do impedimento da construção da usina de Belo Monte.
“Falar que não é preciso investir em energia, aqui onde estamos, na grande cidade, no conforto do ar-condicionado e tomando banho quente não resolve o problema daqueles que vivem em pequenos povoados Brasil afora e que também têm direito a um pouco mais de conforto”, disse Amorim.
Manifestantes protestaram durante o debate, pedindo às autoridades parem Belo Monte. “A construção da usina traz grande preocupação ambiental. Temos que investir em energias renováveis, assim como em saúde, educação e transporte, mas tudo com responsabilidade e respeitando o meio ambiente”, disse Celso Knijnik.
Miguel Rossetto informou que a Petrobras e o governo brasileiro estão investindo em tecnologia para aliar cada vez mais sustentabilidade ao crescimento econômico. “Em 2020, teremos energia elétrica produzida de vento; hoje, já produzimos energia da cana-de-açúcar e casca de arroz. O governo federal busca estimular o crescimento e a melhoria de vida das pessoas respeitando o meio ambiente”, garantiu.
Fonte: Site Plano Brasil Sem Miséria
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