Presentes à solenidade de assinatura de convênios para o Pacto Norte
do Plano Brasil Sem Miséria, os governadores dos sete estados
comemoraram não apenas as medidas de combate à extrema pobreza como a
preocupação com a preservação ambiental, traduzida no Bolsa Verde, que
vai permitir melhor proteção à floresta amazônica.
O governador de Roraima, Anchieta Júnior, falou sobre a importância
de união em busca de um Brasil melhor: “Sabemos que essa integração é
fundamental para que políticas públicas sejam feitas de forma
diferenciada. Vendo a Amazônia de outra forma, com toda sua
biodiversidade e sua população, seremos capazes de ultrapassar essas
barreiras para transformá-la em uma região cada vez melhor. Roraima se
coloca à disposição para que esses objetivos sejam alcançados o mais
rápido possível”, disse o governador.
Em Roraima, 54,2% das famílias com renda per capita de até meio
salário mínimo estão inscritas no Cadastro Único e 39,2% recebem Bolsa
Família. Das 45.143 famílias beneficiárias do Bolsa Família, 96% têm
renda mensal de até R$ 70. Com a ampliação do programa de transferência
de renda, o estado terá 8,8 mil novos beneficiários, com investimento
adicional de R$ 282 mil por mês.
Rondônia – Com a maior taxa de extrema pobreza entre a população
idosa da Região Norte (47%), o governador de Rondônia, Confúcio Moura,
apresentou o cartão que representa a parceria entre o programa local, o
Plano Futuro, e o Brasil Sem Miséria. “Precisamos trabalhar a
complementação de renda dos segmentos não atingidos, como as reservas
extrativistas estaduais”, disse.
Com a ampliação do Bolsa Família no estado, Rondônia terá 10,8 mil
novos beneficiários, com investimento adicional de R$ 346,2 mil por mês.
“Vamos trabalhar para promover a inclusão do povo rondoniense que
trabalha nas florestas, chamar os excluídos para dentro do Brasil
produtivo”, concluiu.
Acre – Após a assinatura do contrato de venda de produtos da
agricultura familiar entre a Cooperativa de Agricultores Familiares
(Agroaves) e o supermercado Araújo, do Acre, o governador Tião Vianna
celebrou: “Este é o momento em que o Estado brasileiro traz a mão em
solidariedade à população vulnerável da Região Norte. Quando olhamos
para o que acontece na Amazônia, precisamos olhar em escala, a situação
de todos nesse estado”.
Segundo Tião Vianna, quando se fala num programa como o Brasil Sem
Miséria, não se fala numa ilha. “Você está longe, mas pode estar perto
dessas unidades de produção da castanha, da borracha. Você também pode
participar”.
No Acre, 50,1% das famílias com renda até meio salário mínimo mensal
estão inscritas no Cadastro Único e 30,8% recebem Bolsa Família. Das
58.707 famílias beneficiárias, 89,5% têm renda per capita mensal de até
R$ 70. Com a ampliação do programa de transferência de renda, o Acre
terá 15,8 mil novos beneficiários, com investimento adicional de R$ 506
mil por mês.
Tocantins – O governador Siqueira Campos, do Tocantins, disse que a
criação do Brasil Sem Miséria foi muito oportuna: “A importância é
fundamental para nosso estado. Temos hoje em Tocantins 108.685 famílias
com renda de até R$ 70, e 13.689 delas com renda zero. Esperamos mudar
substancialmente essa realidade cruel”, afirmou.
Amazonas – No Amazonas,
50,4% das famílias com renda de até meio salário mínimo mensal estão
inscritas no Cadastro Único e 36,4% recebem Bolsa Família. Com a
ampliação do programa, o Amazonas terá 68 mil novos beneficiários, o que representa R$ 2,1 milhões a mais por mês.
O governador do estado, Omar Aziz, alertou para a importância da
discussão das políticas estaduais com a participação da comunidade. “Os
problemas da Amazônia precisam ser debatidos não apenas no Congresso,
mas dentro das comunidades ribeirinhas e extrativistas. É para eles que
estamos governando”, afirmou.
“A parceria do estado com os ministérios e com o Brasil Sem Miséria é
uma maneira de dar continuidade ao nosso trabalho com essas
comunidades, que chamamos de Bolsa Floresta. Essa caminhada não é mais
apenas minha, é nossa. Vamos avançar juntos”, frisou.
Pará – Para o governador do Pará, Simão Jatene, uma das virtudes do
programa lançado nesta quarta-feira é o convite a todos os governadores
brasileiros a eliminar a miséria no País. Segundo o governador, a
Amazônia tem enorme potencial mineral e hídrico e sua biodiversidade,
assim como sua população, que também tem muito a contribuir. “Este é o
momento de estender a mão a todos os estados, independentemente das
diferenças”, disse o governador.
Jatene avalia que são dois os grandes adversários de todos: a pobreza
e a desigualdade. E contra eles não existe fórmula mágica. “O Pará fica
feliz em participar deste momento.”
No Pará, 52% das famílias com renda per capita de até meio salário
mínimo mensal estão inscritas no Cadastro Único e 37,2% recebem Bolsa
Família; 92,5% das famílias beneficiárias têm renda mensal de até R$ 70.
Com a ampliação do programa, o estado terá 116,5 mil novos
beneficiários, o que representa R$ 3,7 milhões mensais.
Amapá – O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, anunciou
investimento de R$ 37 milhões por ano no estado, a partir da parceria
com o Brasil Sem Miséria. “Estamos todos convocados a resgatar a
dignidade de todos esses brasileiros que vivem abaixo da linha da
pobreza. Dados do IBGE mostram que temos hoje 90 mil cidadãos no estado
que vivem abaixo da linha da pobreza, o que representa quase 15% da
população”, lembrou.
Das 49.682 famílias beneficiárias do Bolsa Família no Amapá, 93,6%
têm renda per capita mensal de até R$ 70. A partir da ampliação do
programa, serão 11,2 mil novos beneficiários, com investimento adicional
de R$ 359 mil por mês. “Ao aderir ao pacto com o Brasil Sem Miséria,
passamos a compartilhar experiências e soluções, deixando claro nosso
alinhamento com a meta presidencial de erradicar a extrema pobreza até
2014”, disse o governador.
Site: Plnao Brasil Sem Miséria
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