quinta-feira, 19 de julho de 2012

Governadores saúdam a união no combate à extrema pobreza e na defesa da floresta

Presentes à solenidade de assinatura de convênios para o Pacto Norte do Plano Brasil Sem Miséria, os governadores dos sete estados comemoraram não apenas as medidas de combate à extrema pobreza como a preocupação com a preservação ambiental, traduzida no Bolsa Verde, que vai permitir melhor proteção à floresta amazônica.
O governador de Roraima, Anchieta Júnior, falou sobre a importância de união em busca de um Brasil melhor: “Sabemos que essa integração é fundamental para que políticas públicas sejam feitas de forma diferenciada. Vendo a Amazônia de outra forma, com toda sua biodiversidade e sua população, seremos capazes de ultrapassar essas barreiras para transformá-la em uma região cada vez melhor. Roraima se coloca à disposição para que esses objetivos sejam alcançados o mais rápido possível”, disse o governador.
Em Roraima, 54,2% das famílias com renda per capita de até meio salário mínimo estão inscritas no Cadastro Único e 39,2% recebem Bolsa Família. Das 45.143 famílias beneficiárias do Bolsa Família, 96% têm renda mensal de até R$ 70. Com a ampliação do programa de transferência de renda, o estado terá 8,8 mil novos beneficiários, com investimento adicional de R$ 282 mil por mês.
Rondônia – Com a maior taxa de extrema pobreza entre a população idosa da Região Norte (47%), o governador de Rondônia, Confúcio Moura, apresentou o cartão que representa a parceria entre o programa local, o Plano Futuro, e o Brasil Sem Miséria. “Precisamos trabalhar a complementação de renda dos segmentos não atingidos, como as reservas extrativistas estaduais”, disse.
Com a ampliação do Bolsa Família no estado, Rondônia terá 10,8 mil novos beneficiários, com investimento adicional de R$ 346,2 mil por mês. “Vamos trabalhar para promover a inclusão do povo rondoniense que trabalha nas florestas, chamar os excluídos para dentro do Brasil produtivo”, concluiu.
Acre – Após a assinatura do contrato de venda de produtos da agricultura familiar entre a Cooperativa de Agricultores Familiares (Agroaves) e o supermercado Araújo, do Acre, o governador Tião Vianna celebrou: “Este é o momento em que o Estado brasileiro traz a mão em solidariedade à população vulnerável da Região Norte. Quando olhamos para o que acontece na Amazônia, precisamos olhar em escala, a situação de todos nesse estado”.
Segundo Tião Vianna, quando se fala num programa como o Brasil Sem Miséria, não se fala numa ilha. “Você está longe, mas pode estar perto dessas unidades de produção da castanha, da borracha. Você também pode participar”.
No Acre, 50,1% das famílias com renda até meio salário mínimo mensal estão inscritas no Cadastro Único e 30,8% recebem Bolsa Família. Das 58.707 famílias beneficiárias, 89,5% têm renda per capita mensal de até R$ 70. Com a ampliação do programa de transferência de renda, o Acre terá 15,8 mil novos beneficiários, com investimento adicional de R$ 506 mil por mês.
Tocantins – O governador Siqueira Campos, do Tocantins, disse que a criação do Brasil Sem Miséria foi muito oportuna: “A importância é fundamental para nosso estado. Temos hoje em Tocantins 108.685 famílias com renda de até R$ 70, e 13.689 delas com renda zero. Esperamos mudar substancialmente essa realidade cruel”, afirmou.
Amazonas – No Amazonas, 50,4% das famílias com renda de até meio salário mínimo mensal estão inscritas no Cadastro Único e 36,4% recebem Bolsa Família. Com a ampliação do programa, o Amazonas terá 68 mil novos beneficiários, o que representa R$ 2,1 milhões a mais por mês.
O governador do estado, Omar Aziz, alertou para a importância da discussão das políticas estaduais com a participação da comunidade. “Os problemas da Amazônia precisam ser debatidos não apenas no Congresso, mas dentro das comunidades ribeirinhas e extrativistas. É para eles que estamos governando”, afirmou.
“A parceria do estado com os ministérios e com o Brasil Sem Miséria é uma maneira de dar continuidade ao nosso trabalho com essas comunidades, que chamamos de Bolsa Floresta. Essa caminhada não é mais apenas minha, é nossa. Vamos avançar juntos”, frisou.
Pará – Para o governador do Pará, Simão Jatene, uma das virtudes do programa lançado nesta quarta-feira é o convite a todos os governadores brasileiros a eliminar a miséria no País. Segundo o governador, a Amazônia tem enorme potencial mineral e hídrico e sua biodiversidade, assim como sua população, que também tem muito a contribuir. “Este é o momento de estender a mão a todos os estados, independentemente das diferenças”, disse o governador.
Jatene avalia que são dois os grandes adversários de todos: a pobreza e a desigualdade. E contra eles não existe fórmula mágica. “O Pará fica feliz em participar deste momento.”
No Pará, 52% das famílias com renda per capita de até meio salário mínimo mensal estão inscritas no Cadastro Único e 37,2% recebem Bolsa Família; 92,5% das famílias beneficiárias têm renda mensal de até R$ 70. Com a ampliação do programa, o estado terá 116,5 mil novos beneficiários, o que representa R$ 3,7 milhões mensais.
Amapá – O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, anunciou investimento de R$ 37 milhões por ano no estado, a partir da parceria com o Brasil Sem Miséria. “Estamos todos convocados a resgatar a dignidade de todos esses brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. Dados do IBGE mostram que temos hoje 90 mil cidadãos no estado que vivem abaixo da linha da pobreza, o que representa quase 15% da população”, lembrou.
Das 49.682 famílias beneficiárias do Bolsa Família no Amapá, 93,6% têm renda per capita mensal de até R$ 70. A partir da ampliação do programa, serão 11,2 mil novos beneficiários, com investimento adicional de R$ 359 mil por mês. “Ao aderir ao pacto com o Brasil Sem Miséria, passamos a compartilhar experiências e soluções, deixando claro nosso alinhamento com a meta presidencial de erradicar a extrema pobreza até 2014”, disse o governador.

Site: Plnao Brasil Sem Miséria

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